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Como eu aprendi a enfrentar a ansiedade. Confira!

Você já teve um daqueles dias com muita ansiedade e que tudo está fora de ordem?

Você se sente totalmente perdido, as coisas começam a dar errado, sua ansiedade vai a mil por hora e você não sabe o que fazer nem por onde começar?

Acredito que sim…

Hoje eu vou te contar uma história de um desses dias. O único diferencial: mostrarei o que consegui aprender sobre ansiedade e como muitas vezes é possível diminuir ela com atitudes que não custam tempo nem dinheiro.

Se interessou? Então aqui vai a história…

Era uma vez…

Em uma Sexta-Feira, 15h da tarde, faziam 33ºC e estava MUITO SECO. Eu estava no barbeiro, despreocupado. De repente veio aquele pensamento super rápido: Alexandre, você tem uma conta a pagar e vence hoje!

Eu me desesperei e aí sim parecia que o barbeiro só terminaria o trabalho no outro dia.

A sorte é que ele terminou 15 minutos depois, então eu paguei e pedi um Uber para a empresa em que meu irmão trabalha, pois ele estava com meu dinheiro.

Não daria tempo de pegar ônibus, ainda mais se os caixas eletrônicos de depósito online estivessem estragados. Os serviços da agência bancária encerraram em 45 minutos.

Aqui a ansiedade, que há alguns minutos havia começado a aparecer, se multiplicou por 1000!

Cheguei na empresa em 10 minutos, meu irmão me entregou meu dinheiro e eu perguntei se ele poderia me levar de carro: não, ele não podia. Isso me revoltou um pouco, pois poder mesmo, ele podia.

 

O grande problema

Aqui surgiu o GRANDE problema: a bateria do celular neste momento era de 3% e estava “viciada”. Ou seja: em algum momento o celular descarregou e me deixaria na mão, a alguns quilômetros de casa.

Então, pedi outro Uber e fui ao banco, que não estava muito longe dali. Antes mesmo de eu chegar ao banco aquilo que eu temia aconteceu: a bateria acabou.

Eu senti uma raiva muito grande e isso aumentava minha ansiedade de chegar ao banco com o celular descarregado e sem saber como ir para casa.

Comecei a pensar algumas coisas, que no momento pareciam um milhão em minha cabeça:

“Como voltarei para casa?

“Será que eu peço celular emprestado, para ligar para meu irmão?”

“Peço para alguém chamar um Uber para mim? Meu irmão podia ter me ajudar…”

“O Sol está quente e não quero ir andando por 2km…”

Entrei no banco como um furacão, testa franzida. Quem olhou para mim, soube no mesmo momento: “este rapaz não está bem… Deve estar tendo um dia daqueles”.

Por sorte, a fila do caixa estava pequena e eu consegui fazer o depósito à tempo! Ufa… uma conta a menos. Agora eu tinha que me preocupar com minha volta para casa.

 

Momento da escolha: onde mais tive ansiedade

Eu estava à 2km de casa, apenas, mas o Sol, o barulho dos carros no trânsito e o ar seco faziam parecer 10km. Me deparei com uma situação, que acontece na vida de todas as pessoas várias vezes ao dia: eu tinha mais de uma opção e deveria fazer uma escolha.

Neste momento minhas opções eram:

  1. Pedir celular emprestado e chamar Uber;
  2. Pedir celular e ligar para meu  irmão;
  3. Encontrar um táxi na rua e pagar quando chegasse em casa
  4. Ir embora sob o Sol escaldante daquele dia…

Um ponto de luz no fim do túnel da ansiedade

Eu tinha uma única saída e que era ao mesmo tempo minha única certeza: eu tinha que chegar em casa.

Quando eu parei para pensar que a única coisa que eu deveria fazer era chegar em casa, consegui tomar uma decisão.

Eu dei o primeiro passo fora da agência, em direção de minha casa, que estaria fresquinha, me esperando após 2km de muito sol, barulho e trânsito. E um passo após o outro eu iria chegar em casa. Não olharia o horário, porque não faria diferença em meu objetivo de chegar em casa.

Após caminhar aproximadamente 20 minutos… eu comecei a me aproximar de casa.

Quando restavam cerca de 7 quadras para chegar em casa, descobri uma rua, que tinha muita sombra. Resolvi então passar por essa rua.

Segunda parte importante… Atenção aqui.

Houve um momento em que percebi que já não pensava mais em minha raiva ou na ansiedade do celular descarregar. Eu já não pensava em mais nada.

E me dei conta disso neste momento específico: quando eu entrei nas sombras das árvores desta rua e PERCEBI que naquele EXATO MOMENTO, a única coisa que eu sentia era tranquilidade e calma.

Eu havia acabado de ter saído de um baita sol escaldante e podia sentir o cheiro das folhas e o vento que soprava fresco nesta rua.

Eu parei por 1 minuto para aproveitar este maravilhoso momento.

Eu estava totalmente presente e consciente de tudo o que estava acontecendo.

Nada mais importava: raiva, ansiedade, celular, contas… A coisa mais importante neste momento era sentir o frescor da brisa e da sombra das árvores. São algumas coisas simples, que muitas vezes não damos muita importância.

Após este momento, caminhei por mais 7 quadras e cheguei em casa, com a cabeça descansada e, finalmente, tranquilo e sem preocupações.

O que aprendi sobre diminuir ansiedade e que você pode aplicar?

Eu aprendi na prática basicamente duas coisas:

  1. Você precisa olhar para um ponto apenas: tenha claro em sua mente qual é o seu objetivo, onde exatamente você tem que chegar, o que você realmente quer conquistar.
  2. Veja qual é a sua MAIOR CERTEZA no momento de ansiedade, dúvida e medo sobre onde você quer chegar. No meu caso era “eu tenho e vou chegar em casa”. Quando você está certo de algo, o que é incerto tende a desaparecer.

Uau… e agora?

Agora é com você. Eu te mostrei com uma história real como um Psicólogo também passa por crises de ansiedade e como, na prática, você pode começar a diminuir sua ansiedade sem remédio.

Eu sei que os dois pontos que ensinei vão te ajudar muito e que família e amigos perceberão sua mudança.

Você gostou de ler essa história? Comente abaixo como você pretende aplicar isso em sua vida!

2 comentários em “Como eu aprendi a enfrentar a ansiedade. Confira!”

    • Que bom, Indaia! Acho maravilhoso quando isso acontece. E o melhor: mostra que eu, um Psicólogo, sou tão humano quanto qualquer outro. Um grande abraço!

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